sábado, 23 de janeiro de 2010

Eu tenho fé na força do silêncio;

Cansada de ficar calada mas com preguiça de falar. Pronto, falei.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sabe, eu gostaria de ter um avô. Aquele velhinho cheio sabedoria, calmo e sereno. Imagino que sentaria em uma poltrona com perfume de lavanda, e passaria uma boa parte do tempo lendo um livro, com os olhos apertados através do óculos com lentes bem grossas. Eu poderia, então, ter esse lugar de paz para ir, essa fonte de conversas francas, sem cobranças e preocupações. Certamente ele teria uma profissão que agora não está mais na moda, e me ensinaria os segredos para que eu contasse aos meu filhos. Ah, ele também teria um rádio antigo, e eu passaria tardes inteiras ouvindo seus discos de vinil. Poderia saber tocar acordeon, mas eu queria mesmo é que tivesse música em seu coração e em tudo que fizéssemos juntos. A sua casa teria um jardim, cultivado com muito cuidado. Cada planta para cada amor vivido. Meu avô amaria, acima de tudo, a vida e cada minuto que Deus lhe concedesse. Teria as mãos calejadas e ao mesmo tempo macias, sempre dispostas a acariciar aqueles que precisam de atenção. Enfim. Foi legal pensar em você, vovô. Descanse em paz.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Fears of tears.

Nunca pensei que faria uma amizade relâmpago (literalmente) em aviões. Sempre lia essas histórias em revistas, contos, crônicas e achava que era só mais um arranjo de situações pra parecer legal. Ou sei lá, acontece mesmo, eu acho. Mas não comigo, e em um dia tão triste. Lenga-legas a parte, vamos a ela:

- Assento A é janela, né?
- É, janela.

(...)

- Tá um barulhão, né?
- É, um pouco estranho mesmo.

Atenção senhores passageiros, passaremos por um leve turbulência mais a frente. Yann Tiersen no mp4. Forte aperto na minha mão. Relâmpago. Tremedeira. Mais aperto. Coloquei minha mão gelada em cima da dela:

- Me ajuda, eu tô com medo.
- Calma, já vai passar.
- Ainda bem que você tá aqui comigo.

(...)

- Passou.
- Passou.
- Obrigada.
- De nada.


Não sei o nome dela, de verdade. Não é pra parecer mais poético nem nada. Sei que ela é casada há dois anos, dentista, uma filha, trabalha com saúde indígena, viaja uma vez por mês. Me deu um abraço e desejou boa sorte no vestibular. Ainda bem que você tá aqui comigo.

terça-feira, 23 de junho de 2009

um pouco mais de sol

e eu era brasa. de repente isso me veio a cabeça, acho que é o calor que fez tanta falta mas agora não faz mais. estar em casa é estar em casa. tanta coisa muda mas nada fica diferente. vontade de ir ou ficar pra sempre. by the way, o futuro não é mais como era antigamente. um pouco mais de azul e eu era mais blue, simplesmente.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Baby, dont break, time breaks down;

Assim, sei lá. Tô cansada. O climax do meu dia passou a ser acompanhar o nascer e o pôr do sol, e é o momento mais sublime, apesar de sempre serem do lado contrário ao que estou indo e eu ter que virar o pescoço pra ver as nuvens mais rosas. Ultimamente tem estado muito frio, e por isso a parte do nascer está ficando mais rara de se ver. O ônibus nunca ficava cheio e eu podia dormir, agora além de não ver o sol tenho que ficar em pé torcendo pra alguém levantar até pelo menos a metade do caminho. São 20 a 25 minutos de ônibus, juntando a ida e a volta consigo dormir 1 hora a mais, somando 6 horas por dia, o que é pelo menos razoável. Tenho uma semana pra absorver muitas informações e relevar outras tantas. Deus me ajude. Quero ir pra casa.

domingo, 3 de maio de 2009

Como queimar meia xícara de arroz.

Você vai precisar de:
  • Inteligência e memória supremas;
  • 1/2 xícara de arroz de ontem;
  • Uma mania estranha;
  • Um livro de física;
  • Um alicate amolado;
  • Um programa de TV interessante.

Modo de preparo:

15 dias antes, estude física, de preferência aquela parte que você não sabe. Então, acrescente a sua mania de mexer no dedão do pé (as pessoas adoram essa manifestação em público) e mexa bastante, até você achar que suas mãos funcionam como alicate e resolver fazer justi...ops, tirar a cutícula com as próprias mãos. Com isso, você obterá um dedo bem machucado. Passado os 15 dias, o seu dedo já estará em fase de cicatrização, eu espero. Ligue a televisão, canal da Warner. Pegue o alicate (de verdade) bem amolado e começe a fazer o que você deveria ter feito no começo de tudo, com bastante cuidado pra não se ferir ainda mais e ter um jato de sangue na sua cara. Nessa hora, você deve lembrar que é hora do almoço. Vá até a cozinha, coloque toda sua comida no prato e esquente no microondas. Menos o arroz, claro. Como você é esperto, esquente o arroz na panela. Afinal, que lógica teria colocar 3 colheres de arroz pra esquentar no microondas? Pois então. Volte para a TV e para o alicate. Tempere com alguns xingamentos ao microondas, do tipo: "Já sei que terminou droga, não precisa ficar apitando." De quebra você se exercita correndo até a cozinha, abanando a fumaça e ainda esfregando a panela! Não é ótimo? Recomendo.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Variações de uma mesma rotina

Mesmo tendo que seguir o mesmo itinerário day by day, andei refletindo sobre as possibilidades de variações desse itinerário. Tomemos o início do dia como exemplo. Assim como eu posso acordar na hora, ir sentada no ônibus, tomar café na padaria e não dormir na aula, eu também posso acordar atrasada, me arrumar voando, pegar o ônibus cheio (mas que toca música legal), passar rapidinho e comprar 1 real de pão de queijo sem tomar café e capotar na aula. Tudo isso porque ainda não saí da hora que acordei. Bom, eu posso ir dormir ou continuar o texto. Pra não cair na primeira segunda possibilidade citada, vou seguir a segunda primeira possibilidade (é pra ficar bem confuso mesmo). Boa noite.